Homenageado


Este ano o Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco presta homenagem ao ator, diretor Paulo de Pontes, radicado em São Paulo desde 2004. Um pernambucano de coração e alma, que ao longo de 32 anos, vem se dedicando a arte de atuar por meio de personagens vividos em mais de 100 espetáculos de Teatro para infância e juventude no Recife e São Paulo!
Aos 16 anos, iniciou a sua carreira de ator no espetáculo adulto O Fanático, de Cleusson Vieira, com direção de Sérgio Barbosa pelo grupo Panorama Teatro, no qual recebeu seu primeiro reconhecimento como Ator Revelação do Festival de Teatro de Bolso (Tebo). Logo em seguida, em 1985, começou a paixão pelo teatro para criança e juventude com Don Chicote Mula Manca, de Oscar Von Pfhul e direção de Amauri Santos, que também foi agraciado como Melhor Ator Infantil na edição seguinte do mesmo festival. A partir daí não parou mais e, a paixão virou casamento com o universo teatral para infância e juventude.

Entre as décadas de 80 e 2000, realizou mais de cem espetáculos teatrais, onde, no mínimo, 60% deles foram para o universo infanto-juvenil. Dentre eles destacam-se Maria Minhoca, de Maria Clara Machado, com direção de Paulo de Castro e José Francisco Filho, pela Paulo de Castro Produções, A Máquina do Tempo, de Maria Mattoso com direção de Rogério Costa pela Rogério Costa Produções, Avoar de Vladimir Capella, com direção de José Manoel pela TTTrês Produções, Maria Borralheira de Vladimir Capella com direção de Manoel Constantino pela Papagaios Produções, O mágico de Oz por José Manoel e produção de Socorro Raposo, O Mágico de Oz (o Retorno) de Antonio Bernardi com direção de José Manoel pela AB Produções, O Galo Jackson, texto e direção de Antonio Bernardi, Feavel, adaptação de Antonio Bernardi e direção de Cleusson Vieira, Os Saltimbancos adaptação e direção de Antonio Bernardi pela AB Produções, Jacaré Espaçonave do Céu de Zé Zuca, com direção de José Manoel pela Remo Produções, O Mistério das Outras Cores de Paulo André Guimarães e direção de Edilson Rygaard, produção da Trupe do Barulho.

Na Cia. do Sol, de Paulo André Guimarães, atuou em quase todas as montagens para as escolas de Recife, tais como: Nada de Morrer na Praia, Como Vencer na Vida Sem Fazer Força, A Gata Borralheira, A Guerra dos Planetas, Pindorama, Era uma vez, eram duas, eram três..., O Sítio de Zé Preguiça, entre outros escritos e dirigidos por Paulo André. Com Roberto Costa Produções atuou em Aladin e a Lâmpada Maravilhosa e A Pequena Sereia ambos escritos e dirigidos por Roberto costa. Ainda trabalhou com Roberto Oliveira, da Capibaribe Produções, nas adaptações de A Cigarra e a Formiga e Peter Pan.
Em 2003 estreou como autor e diretor no reconhecido Dona Morte Vira vida, onde teve uma experiência peculiar e gratificante pondo em cena pacientes em tratamento do NACC – Núcleo de Apoio a Criança com Câncer para contarem essa história. Para Paulo de Pontes, o Nacc foi uma bela Parceria! O espetáculo recebeu o Prêmio Especial no 8° Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, em Recife.

Em 2004, mudou-se para São Paulo e deu continuidade a sua atuação para o universo infanto-juvenil e já no inicio fez dupla com a atriz e contadora de história Beth Rizzo e atuou em várias unidades do SESC realizando apresentações e contações de histórias de vários autores como Maria Clara Machado, Ruth Rocha, Monteiro Lobato, entre outros.
Atuou nas peças Primavera das Cores, Flores e Amores, texto e direção de Beth Rizzo (em unidades do SESC e Programas Culturais do Estado de SP), Dona Faixa e suas Placas Amestradas, texto e direção de Fernanda Maia (SESC Itaquera e Ipiranga), A História do Amor de Romeu e Julieta, de Ariano Suassuna e direção Paulo de Pontes (Centro Cultural SP), Dois Idiotas Sentados Cada Qual Em Seu Barril de Ruth Rocha e direção de Stella Tobar (SESC Ipiranga).

E no dia 2 de julho de 2016, estreia no Teatro João Caetano O Menino e a Cerejeira texto e direção de Stella Tobar, onde interpretará o sábio Senhor das Cerejeiras.

Paulo de Pontes compõe a Companhia Os fofos encenam, onde atuou em todos os espetáculos: Projeto Baú da Arethuzza, indicado ao Prêmio Shell 2013 na categoria Inovação, ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro na categoria Mostras e vencedor do APCA na categoria Prêmio Especial. Terra de Santo, direção de Fernando Neves e Newton Moreno; Memória da Cana, encenação Newton Moreno; Ferro em Brasa, direção Fernando Neves. Indicado ao Prêmio Shell na categoria especial para pesquisa em circo-teatro. Prêmio Myriam Muniz-FUNARTE; Assombrações do Recife Velho, direção Newton Moreno. Prêmio Qualidade Brasil Melhor Espetáculo e Melhor Direção de Comédia, e indicações ao Prêmio Shell de Melhor Direção, Melhor Direção Musical e Melhor Iluminação. A Mulher do Trem, direção Fernando Neves; Deus Sabia de Tudo..., de Newton Moreno.